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Nuno Loureiro, cientista nuclear do MIT, é misteriosamente morto a tiros em sua casa

Na noite de segunda (15), a polícia da cidade de Brookline, parte da região metropolitana de Boston, estado americano do Massachusetts, recebeu uma ligação denunciado que um homem havia sido alvo de disparos de arma de fogo em sua casa.

A vítima, que morreu no hospital até a manhã seguinte, é Nuno Filipe Gomes Loureiro, 47 anos, natural de Viseu, Portugal. 

Ele era professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), onde fazia parte dos departamentos de ciência nuclear, engenharia e física. 

Ele também era diretor do Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT (PSFC), composto por 250 cientistas, servidores e estudantes. A polícia abriu uma investigação por homicídio, declarou em nota pública a procuradoria distrital. 

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. “Diante dessa perda chocante, prestamos condolências à sua esposa e família e a seus muitos e dedicados estudantes, amigos e colegas”, disse em nota Sally Kornbluth, reitora do MIT. 

Ela compartilhou alguns detalhes biográficos de Loureiro e ofereceu apoio aos afetados.

Loureiro estava trabalhando para o MIT desde 2016, tendo conseguido a posição de professor efetivo (tenure) no ano seguinte e subido à direção do PSFC em 2024. Seu trabalho com o estudo do estado da matéria chamado “plasma”, aquele em que se encontram os elementos que compõem o Sol, tinha um alto potencial de aplicação. 

Em especial, no estudo da fusão nuclear para a produção de energia e a importância dos campos magnéticos no fenômeno. 

Em janeiro, no fim de seu mandato, o presidente americano Joe Biden concedeu a um grupo de quase 400 cientistas, e a Loureiro entre eles, o Prêmio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros. 

Loureiro fez graduação em física no Instituto Superior Técnico de Lisboa e doutorado na mesma área no Imperial College de Londres (2005). 

Trabalhou em projeto de pós-doutorado no Laboratório de Física do Plasma de Princeton, nos EUA, e no Centro Culham de Energia da Fusão, no Reino Unido. 

Também voltou ao Instituto Superior Técnico para pesquisar fusão nuclear e plasma, antes do MIT. 

“Nuno não apenas era um cientista brilhante, era uma pessoa brilhante”, disse em obituário o colega Dennis Whyte, ex-diretor do PSFC.

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